Realidade do caixa da gestão João Campos confronta discurso de gestão fiscal competente e alerta para continuidade dos pagamentos atrasados que marcou início de 2025
O órgão da Prefeitura do Recife responsável pela gestão do Saúde Recife, plano de saúde próprio direcionado aos servidores da gestão municipal, alertou a Secretaria de Finanças do Recife, no último dia 12 de janeiro, sobre a necessidade de aportes emergenciais no plano para evitar “paralisação da Rede Credenciada”. Além das dívidas perante os prestadores de serviços – clínicas e hospitais – a gestão do órgão tem dívidas administrativas relevantes, a exemplo de R$ 8 milhões perante um escritório de advocacia.

De acordo com documento da Autarquia Municipal de Previdência e Assistência à Saúde dos Servidores (Ampass), sobre o qual este Blog teve acesso, “vale ressaltar a urgência na liberação destas despesas da Rede Credenciada, pois são onerosas, onde temos um passivo em torno de R$ 46.000.000,00 (quarenta e seis milhões de reais), com risco de paralisar toda a Rede Credenciada”. Ainda segundo o documento, a proposta é pagar, ainda nesse mês de janeiro, R$ 9,2 milhões para prestadores da rede credenciada e mais R$ 8,7 milhões para pagamentos administrativos.

Conforme a planilha de pagamentos em aberto junto à rede credenciada, as unidades com maiores créditos junto ao Saúde Recife são a Meta Serviços Hospitalares e Consultoria em Saúde Eireli (R$ 5,9 milhões), o Núcleo Especializado em Oncologia e Hematologia Ltda. (R$ 4,9 milhões), a Unidade de Cirurgia e Oncologia Ltda. (R$ 3,3 milhões) e a Multihemo Serviços Médicos S/A (R$ 3,0 milhões).
Após dois anos consecutivos de déficit nas contas municipais, a gestão João Campos seguiu em 2025 gastando mais do que arrecadou. Os dados do balanço fiscal e contábil de 2025 serão publicados no próximo dia 30 de janeiro. Como alento, a gestão conseguiu antecipar R$ 445 milhões dos precatórios do Fundef, depositados pelo Itaú Unibanco S/A ainda em novembro. O banco privado receberá os créditos quando do repasse da União tendo os comprado com um desconto de R$ 124 milhões.