Notícias em alta

Prefeitura de Porto Alegre comprou jardineiras idênticas às da Orla de Boa Viagem por 1/3 do preço da gestão João Campos

Compra de mobiliário para Orla de Boa Viagem tem indícios de conluio entre empresas e superfaturamento

A Prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, equipou uma espaço público – o Largo Glênio Peres, no Centro – esse ano com as mesmas jardineiras que a gestão João Campos pretende instalar na Orla de Boa Viagem. A diferença foi o preço: enquanto a obra no município gaúcho instalou nove floreiras do modelo “Cristina”, da marca Metalco, por R$ 5.235,77 cada, a licitação do Recife está adquirindo os mesmos produtos – num quantitativo muito maior, também com instalação – por R$ 14.676,74 cada.

Floreiras do modelo Cristina foram instalados no Largo Glênio Peres – Foto Tânia Meinerz/JC

Considerando que no caso da administração municipal são previstas 280 jardineiras, a diferença soma R$ 2,64 milhões. Já sob a ótica do valor de referência que a própria Prefeitura do Recife utilizou para a compra dessas mesmas jardineiras em junho (R$ 4.316,00), depois desconsiderado, o prejuízo aos cofres municipais totaliza R$ 2,9 milhões.

Jardineira Cristina

Conforme os dados públicos sobre a requalificação do Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, realizado pela empresa Cyrela Sul Empreendimentos Imobiliários, o valor unitário das jardineiras instaladas na Praça é composto de R$ 1.065,15 de mão de obra e R$ 4.170,62 pela aquisição do produto. No caso do Recife, há evidências de que a empresa que realizará a instalação não será a contratada nessa licitação, mas o Consórcio Orla (Concrepoxi/EIP), responsável pelas obras de engenharia da requalificação da Orla.

Mais informações: Compras do mobiliário da Orla têm suspeita de conluio e preços triplicados: jardineira de R$ 14,7 mil e abrigo de ônibus R$ 108 mil

A Prefeitura do Recife está realizando uma licitação para compra de mobiliários para a Orla de Boa Viagem com indícios de conluio entre empresas e superfaturamento nos preços. O certame, sob responsabilidade da Secretaria de Projetos Especiais, já é o terceiro realizado pela administração municipal desde agosto deste ano e teve os valores de referência, baseados em cotações de preços com as mesmas empresas, majorados em até 269% entre os meses de junho e setembro.

Uma petição para expedição de medida cautelar foi apresentada pelo jornalista Manoel Medeiros ao Tribunal de Contas do Estado na última terça-feira (25). O processo foi autuado e está em análise.

Me acompanhem também no Instagram @blogmanoelmedeiros

Picture of Manoel Medeiros

Manoel Medeiros

Jornalista e economista recifense, com trajetória na comunicação e gestão pública.

Compartilhe

Posts recentes

Shopping Basket