A gestão João Campos (PSB) decidiu enviar para a Controladoria-Geral do Município (CGM), onze meses após a realização do evento e 48 horas depois das denúncias a respeito de indícios de fraudes, a prestação de contas da Virada Recife 2025. A remessa foi registrada no Sistema Eletrônico de processo da Prefeitura. Embora os documentos não sejam mais públicos – estão restritos desde momentos após a revelação dos questionamentos – a movimentação do processo continua a ser registrada no sistema.

Conforme esses dados, no final da tarde desta quinta-feira a Secretaria de Turismo e Lazer (SETURL) do Recife enviou o processo para a Controladoria-Geral do Município. Objetivamente, os documentos saíram da Gerência de Eventos e Lazer da SETURL para a Gerência Geral de Racionalização da CGM. A Controladoria, por sua vez, acusou o recebimento do processo no início da manhã desta quinta-feira (4).
O envio da prestação de contas, que tem indícios de fraude milionária, ocorre 11 meses após a realização do evento, três meses e meio após a conclusão do processo na Gerência de Eventos e Lazer da Secretaria e 48 horas depois de reveladas as denúncias e feitos os questionamentos sobre a legalidade da ação, que além das suspeitas de subnotificação de receita de patrocínios – a exemplo do patrocínio master da cervejaria Itaipava e da casa de jogos online Bet.Bet, também traz questionamentos sobre a participação de outra produtora, a BG Promoções, que não passou por licitação, mas que de fato teria captado os patrocínios e organizado grade de shows e área VIP, comercializada através de ingressos.